quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Contradição lógica.

- Por que você o ama? - perguntei.
- Porque ele não precisa de mim.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Ócio e devaneios.

Um pré-texto pra você:
Hoje não é dia 21, e sim dia 26. Também não é uma da manhã, e muito menos noite - não passa das 15 da tarde. Também não estou mais em Ubatuba, graças a Zeus, e só pra comentar, depois do meu segundo desejo de boa noite a vocês, eu levei mais de uma hora para dormir, pra dali a 5 dias resolver postar isso. Ah, outra coisa. Esse post foi especialmente elaborado para comentar sobre o livro "A Menina que Roubava Livros", portanto, se você está lendo, ou o pretende fazer, eu não recomendo que termine de ler esse post - spoilers são desagradáveis, e esse não era meu objetivo ao escrevê-lo. Fica a dica.


Agora é exatamente 1h07 do dia 21-01-10, e eu acabei de ler as restantes 200 páginas do livro "A Menina que Roubava Livros", que leio pela segunda vez. Na primeira, o impacto do jeito peculiar de Markus Zusak escrever a história, fez com que minha reação fosse uma das melhores, mas apesar de eu ser uma pessoa sentimental, esse impacto impediu-me de derramar uma lágrima sequer - o que cria um paradoxo em relação à segunda vez: deixei-as rolar em meus rosto justamente por esse motivo - o impacto, a emoção, e as palavras. Elas têm um controle absoluto sobre meus sentimentos - apenas excetuando meus impulsos, peculiares e bizarros - desculpe-me o pleonasmo, mas realmente não passam disso.
E quando relembro das palavras utilizadas por ele, Markus, para descrever a morte de cada personagem do livro, e do modo como Liesel fora arrancada do porão gentil e alegremente, por ser a única sobrevivente, me deixa com os olhos já alagadiços - como ele os descreveria. Mas o que me parte o coração de verdade, é imaginar a cena em que Liesel, em estado de choque, sai à procura de seu pai - mas encontra o menino de cabelos cor de limão. Seu melhor amigo, e namorado que nunca teve. 'Acorde, Rudy. Ande, Jesse Owens! Não sabe que eu amo você? Acorde, acorde!' E como se não bastasse, também tem a cena em que Liesel o beija - aqueles lábios carnudos, poeirentos e ao mesmo tempo, adocicados. É praticamente impossível imaginar a cena, e não se comover. Bom, nunca fui muito explícita, mas poderia jurar que meus olhos ficaram novamente alagadiços só de lembrar.
Bom, no decorrer desta mensagem - sim, estou digitando e gravando isto no celular, em Rascunhos, já que é o único modo que tenho aqui, neste fim de mundo (Estou em Ubatuba - SP), de relatar e gravar alguma ideia, ou algum texto aleatório que se passe em minha cabeça à uma da manhã, como ocorre agora. Mas para falar a verdade, não é o único modo. Para um acaso de isso acontecer, sempre trago um caderno, uma lapiseira e uma borracha comigo - detesto canetas. Não consigo reparar meus erros com elas. E também detesto rasuras.
Entretanto, o horário me impede de acender a luz para procurá-los - o caderno e a lapiseira - e começar a escrever. Tirando o fato de ser bem mais prático com o celular, é claro.
Mas veja só, comecei falando do livro - que agora está no topo da minha lista - pra falar do que prefiro entre canetas e lapiseiras. Ah, meus devaneios.. So, let me go. Boa noite pra vocês!

- Uma última nota da narradora - (desculpem o plágio, mas não resisti)
Como se não bastassem todos os elogios que atribui ao livro e à história, enfatizo, agora mais claramente, meu objetivo (dessa vez sem devaneios interruptores): sem dúvidas, eu recomendo o livro. À todos aqueles que gostam de um belo drama, ou não. Ou àqueles que gostam de uma história de amor com final feliz, talvez. Apesar de essa história retorcer bastante esses termos.. Inclusive o ''final feliz''.
Bom, agora é verdadeiro: boa noite pra vocês.

Nostalgia x Saudade

Queria - na realidade, adoraria - mas não consigo não pensar.
E a cada instante que o faço, algo aqui dentro me corrói, aumentando o vazio já existente. Acho que isso é o que chamam de Saudade por aí. Coisa que detesto sentir. E aparentemente, ninguém gosta. Aprecio apenas os momentos nostálgicos - aqueles em que eu deito na cama e sinto vontade de voltar no tempo; diferente da saudade: deito na cama, e tenho vontade de acelerá-lo.

- Demorei para postar pois estava viajando.. mas já estou de volta. :D

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

A tal liberdade inalcançável.

Estou cansada de brigas. De discussões. De coisas que não me levam a nada, mas que sempre teimam em aparecer na minha frente para impedir-me de ser feliz do meu jeito, da maneira mais simples possível. Queria poder ter a sensação, pelo menos uma vez na vida, de ser livre. Pode não ser a melhor sensação do mundo, como a maioria das pessoas pensa – “a liberdade vem junto com a responsabilidade”. Mas não, eu quero apenas a sensação de liberdade, pelo menos por um momento, sentir-me realmente livre, aberta pra qualquer oportunidade, pra ser quem eu sou de verdade, pra sentir o que sempre desejei sentir, sem me preocupar com as consequências, que, aliás, elas nem importam tanto assim, sempre dou um jeito. Mas parece que esse dia demorará muito pra chegar... Sinto-me um pouco desconfortável pensando dessa maneira, mas não há outro jeito – apenas aproveitar o tempo que tenho. Que, aliás, tenho de sobra pra ficar entretida em meus devaneios aleatórios, e desculpa o pleonasmo, mas realmente não passam disso. “Acorda, Allie. Estou falando com você.” Pronto, fim dos devaneios. Começo da discussão, novamente. “Você tem suas obrigações, será que dá pra parar de agir como uma criança, e acordar pra vida? Você não tem mais dez anos de idade!” Ah, quem me dera tivesse – brincadeiras, brincadeiras, e risadas. Só isso. Nada com o que me preocupar, nada com o que me responsabilizar. “Allie, estou falando com você. Olhe pra mim, saia dessa janela.” Nessa hora, as nuvens não pareciam tão bonitas quanto realmente estavam – foi como um estalar de dedos para sair do transe. Perdeu toda a perfeição. “Estou falando... Daqui a pouco você vai perceber a importância dessas minhas palavras. Se eu não consigo lhe mostrar, a vida com certeza o fará. Disso não tenho dúvidas.” Tá, tá. E voltei aos meus devaneios com uma trilha sonora não muito boa, mas com um plano de fundo intenso – uma imensidão azul, com alguns pontos brancos de tamanhos diversos, que pareciam ter sido jogados com força nessa imensidão. Ah, não esquecerei: Olhando bem pro horizonte, um laranja ígneo chamara minha atenção – era de uma cor flamejante, que tingira todos os diversificados pontos brancos um pouco acima dele, e fizera com que a trilha sonora perdesse completamente o áudio. “Já volto.” “Aonde você pensa que vai?” “Pra rua, o pôr-do-sol me chama.” Até mais, mãe. "Volte logo." – e acho que encontrei a liberdade que tanto desejava, por instantes: até o sol se pôr completamente.

domingo, 3 de janeiro de 2010

As fotos, as lembranças, e as palavras.

Eu ainda deixo cair alguma lágrima ao olhar as tuas fotos. Aquelas que você enviou-me ingenuamente, sem alguma intenção escondida por trás das palavras – pelo menos uma vez, e pela primeira vez não o fizera assim. Dissera “Mas pra quê você a quer? Estou tão estranho nas fotos, acho melhor não.” Mas insisti, e consegui. E sei que sempre foi charme teu dizer isso em relação a ti nas fotos – você sabe o quanto é agradável de olhar. De ver, observar, ouvir, sentir. Amar. Desejar. Não, desejar não. Apesar de não ser difícil acontecer isso contigo – e você sabe muito bem. Várias confissões, se é que posso chamar assim, em menos de um mês – dois, três, cinco, seis... e só multiplica-se. Mas eu ainda gosto de olhar as tuas fotos, mesmo que de madrugada - seus olhos, nariz, boca, tudo, parecem chamar-me no silêncio da noite, parecem tentar dizer algo a mim: coisa que eu não consigo decifrar o que é. Ou talvez nem o façam – eu os imagino fazendo, para agradar-me. E saciar aquele desejo antigo, de lhe ter ao meu lado, dizendo coisas que diz apenas para ouvir de volta, carinhosamente. Mas a essa altura, as lágrimas já secaram – e a marca que deixaram em meu rosto já fora limpa pelo escorregar das minhas mãos, junto ao sorriso, enquanto afirmava a mim mesma já ter me conformado com a situação: Seriam só as fotos dali em diante.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Pseudo-abstinência.

De todas as maneiras, de todos os jeitos... Qualquer coisa que eu tentasse, de nada adiantaria. Eu escreveria sobre ti de qualquer maneira. É, sobre ti. Só que eu não sei mais se o que faço é por impulso, ou se inconscientemente acho que tenho a obrigação de escrever algo sobre ti, já que ultimamente o tenho feito quase que por abstinência – mas isso é apenas a fachada. A abstinência de fato não existe. Você que a impõe em minha cabeça. Viu onde está o problema? Você fez com que eu sentisse essa obrigação – você me seduziu. Sim, seduziu. E não tenho vergonha de assumir – tenho vergonha é de ter acreditado em suas palavras. E esse é meu primeiro defeito. Mas de fato, não posso mudar o que já ocorreu. Mas posso mudar o que está por vir – e o farei. Se possível, gostaria que lesse tudo isso: as histórias, os trechos, os textos, as músicas, meus pensamentos. Sim, pensamentos. Você deve conseguir fazê-lo – o possuiu todo esse tempo, por que não mais? Essa é a história real: não há história. Você fez com que eu me sentisse do jeito que agora, me sinto. Você planejou tudo desde o início – seduziu-me primeiramente, tivera-me em teus braços, e posteriormente, me largara como se fosse um simples objeto descartável que após usá-lo, dispensaria em uma lata de lixo. Só que não foi em uma lata de lixo – e você não me usou exatamente. Mas arruinou o que chamam de coração por aí. O que eu tenho aqui dentro, – ou tinha – meus sentimentos. E minha ânsia de ser feliz com alguém. Sabe o que penso? Nada. Não penso em mais nada a não ser em te dizer toda a verdade. Mas eu o faria, se você agora pudesse me ouvir, e então dizer-te lentamente e com todas as letras: Eu tenho pena de você. E sabe por quê? Porque você faz isso com as pessoas na esperança de arranjar alguém, temporariamente, que aguente todas as suas lamentações, todos os seus choros, as suas mágoas. Ter alguém para passar o domingo, entende? Para passar o tédio... Acabar com o desânimo. Acabar com seu ócio diário, de sempre não ter o que fazer. Você não pretendia amar alguém. E não pretendia fazer com que eu te amasse. Mas você não me contou essa parte – pois se o tivesse feito, teria me afastado subitamente de ti, pois eu sei dos meus defeitos, inclusive do qual você tanto fala. Apegar-me facilmente. Apresento-lhe então meu segundo defeito mais relevante. Mas falas do quê? Você fora o último. E acho que será por um longo período – fez-me temer as relações. Acabou com minha ânsia de encontrar alguém cujo coração estaria aberto para que eu espiasse, e caso me interessasse, pudesse abrigar-me em algum canto dali. Pois foi isso que eu pensei de ti – mas enganei-me amargamente. E você não fica de fora – enganou-se também ao pensar que eu estaria o tempo todo disponível para enxugar suas lágrimas e fazer de mim um objeto o qual estaria ali ao teu lado toda vez que quisesse, e quando não quisesse, dispensaria a companhia.
Mas isso ocorrera há tempos – hoje estou livre dos seus, e dos meus, fantasmas. E agora posso dizer: Eu tenho pena de você.

Foi inspirado no filme "Closer".

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Um brinde à falsidade.

Queria saber qual é a desse povo que deseja feliz ano novo pra qualquer um que vê na rua e se acha super feliz achando que fez A boa ação do ano. Não, isso não é estupidez de minha parte, é apenas a minha indignação contra essas pessoas. “Feliz Ano Novo” eu desejo pra quem eu quero, pra quem eu acho que merece, pra quem eu GOSTO. Simples assim. Não vou te desejar Feliz Ano Novo só porque você me desejou. Educação? Deu meia volta e parou, se prefere pensar assim. Às vezes, eu até respondo, dependendo do meu humor - que é bastante inconstante. Mas na maioria das vezes, apenas um sorrisinho de canto de boca, como se fosse dizer “pra você também” – mas sem palavra alguma. Eles devem entender o recado.
Enfim, não estou tão revoltada quanto pareço, minha virada de ano foi ótima, e não poderia ser melhor. Ok, convenhamos, poderia sim, ser MUITO melhor, do jeito que eu realmente gostaria, mas enquanto isso não é possível, me contento com o pouco que posso fazer. E o fiz. Melhor virada de ano: sozinha. Trancada no quarto, com minha companhia solitária – não achei uma companhia melhor – tirando a de um copo de coca cola quase transbordando em cima da prateleira ao lado do computador. Enquanto todos os outros estavam na casa do tio. E vocês se perguntariam: por que não fora junto? Bem, eu tenho lá meus motivos.
Primeiro, que não falo só em relação a isso, mas eu não suporto falsidade, ainda mais nessas festas de final de ano, que ela parece ficar mais aparente – me dá asco.
Segundo, não sou muito fã de abraços. Quero dizer, não de abraços indesejados – tenho um certo gosto por abraçar quem eu realmente gosto, e quando quero abraçar. Caso contrário, abomino os nada incomuns abraços e tapinhas inconvenientes nas costas com uma frase pendurada em cada sorrisinho falso: “Feliz ano novo, maldita. Que esse ano você se ferre bastante, e que eu consiga te superar. É, que eu consiga vencer, enquanto você só decai. Mas não se esqueça: feliz ano novo.” Não consigo sorrir. Não consigo. Nunca fui muito experiente em fingir simpatia também, acho que é por isso que tanto me rotulam de antissocial. Talvez eu seja mesmo. Ou não, talvez apenas tenha asco de gente falsa – ao contrário de muita gente, que revida a falsidade como se fosse um brinde de champagne à 00h00, com um sorriso estampado de orelha à orelha. Não, não é comigo.
E como diria Markus Zusak, ou a ‘Morte’, em seu livro “A Menina que Roubava Livros”, que entrou pra lista dos meus preferidos: Decididamente, eu sei ser animada, sei ser amável. Agradável. Afável. E esses são apenas os As. Só não me peça pra ser simpática. Simpatia não tem nada a ver comigo.
Isso preocupa você?
Insisto – não tenha medo.
Sou tudo, menos injusta.

É. Mas não se preocupe, eu não mordo. E apesar de acabarem de ler esse post meio hm.. “de poucos amigos”, eu desejo a vocês um Feliz Ano Novo. De verdade, rs.

 

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