domingo, 28 de fevereiro de 2010

"I just try."

Clem - I'm just a fucked up girl, looking for my own peace of mind. I'm not perfect.
Joel - I don't see anything that i don't like about you.
Clem - But you will.
Joel - Now i don't see!
Clem- I'm gonna get bored and feel like a shit, because that's what happens with me..
Joel - Ok.
-


Ok, he said. And I just wanted you to do the same as he. And you did. But.. the intensity, your words, your thoughts.. Everything you told me. Everything seemed so .. weird. It seemed he was being forced to say that. But I knew he wasn't. He was being as sincere as possible, or at least I think so.
And I love the way you say it to me. All these things. All these feelings, thoughts. Words or not. Cause you CAN do this. And I? I just try. And nothing, or almost nothing comes out.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Travesseiro de memórias.

Juro. Juro que tento dormir, sem pensar em tudo antes de fazê-lo. Tudo que já aconteceu, que acontecera no dia, ou que há de acontecer alguma hora. Mas nem sempre as tentativas são bem sucedidas. Na maioria das vezes, aliás. É como se fosse uma rotina. E como se o travesseiro mesmo me dissesse: "Encoste-se em mim, querida. Cubra-se, e pense em tudo. Faça isso constantemente, e faça isso sempre. Toda noite. Toda hora que aconchegar tua cabeça em mim, relembre-se de tudo - e desabafe, da maneira que for, e da melhor que achar. Guarde tuas memórias em mim. Eu gostarei de revê-las qualquer dia."
Mas não só irá rever minhas memórias, como todos os sonhos, pesadelos, desejos. Conversas à meia-noite, uma, duas, três horas da manhã. Lágrimas. Tudo.
E é o que acontece - quando fico longe dele, não penso em tanta coisa. Não tanto quanto penso quando estou com ele, nele, ou próximo a ele.
Mais uma noite, mais uma vez e mais memórias: encosto-me nele. Pareço interagir fisicamente, como se estivesse conversando com alguém, porém mentalmente - se é que isso é possível com um travesseiro.
E o sono parece cada vez mais distante.
Mas ele cumpre com sua palavra - e revê as memórias, palavras, sonhos e lágrimas.
E ao fazer isso, soa como uma canção de ninar: faz-me adormecer, e como todas as outras noites, deixa-me um pouco aliviada por dividir tanto peso com ele. Mas ele sabe o que faz. Sempre soube.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

O oposto do amor.

Ódio. É o que muitos diriam. Crianças, adolescentes, e alguns adultos também. Mas por incrível que pareça, enganam-se. Completamente. O oposto do amor não é o ódio, e sim a indiferença.
Não é difícil de pensar, veja só. O que você preferiria? Que a pessoa que você amasse, passasse a lhe odiar, ou que se tornasse totalmente indiferente à ti? Que, quando fosse dormir, ficasse pensando coisas ruins, que seriam possíveis, ou não, de acontecer contigo, ou que nem se lembrasse da sua pessoa?

Ódio é quase um sinônimo de amor: Também é uma maneira de se estar com a pessoa. Para sentirmos ódio de alguém, precisamos reconhecer sua existência. Precisamos saber o que a pessoa faz, o que gosta, o que deixa de fazer e o que desgosta. Precisamos vê-la, e tê-la, nem que seja para atacarmos nela toda nossa ira, nosso rancor, nossa raiva. Ódio é você deitar-se na cama à noite, e pensar em mil e uma coisas, sendo que as mil, resumem-se em imaginar um lindo jeito daquela pessoa se dar mal em algo. Ódio é saber que essa pessoa existe, e que nos provoca sensações, por piores que elas sejam. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho. Assim como a cor do Amor.

Mas e pra sermos indiferentes? De que precisamos? Nada. A pessoa pode começar a fazer algum curso de idiomas, ir para a Inglaterra, Espanha ou França, e você não está nem aí. Não sabemos o que ela faz ou deixa de fazer, o que ela começou a gostar ou desgostar: não nos importamos, e sequer pensamos em sua existência. A indiferença não exige gastos de neurônios com a raiva, com o stress, e muito menos gastos com palavras. Não movemos um músculo da face enquanto ouvimos falar da pessoa. Simplesmente: "We don't care!". E se a Indiferença tivesse uma cor, como diria Martha Medeiros, ela teria a cor da água, cor do ar. Cor de nada.

Uma criança que diz que o oposto do amor é o ódio, não significa que ela esteja errada. Ela não sabe o que ambos significam. Ainda. Ela está sempre nos extremos: ou é muito amada, ou é criticada pelo que apronta. Mas nunca é ignorada. Ela conhecerá essa sensação, mas isso só quando ela necessitar de uma atenção que não seja de um pai, ou de uma mãe. E assim, ela descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo espaço - enquanto a indiferença, é um deserto completamente distante de ambos.

-

Inspirado no texto de Martha Medeiros. ♥


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Pontos, vírgulas e esperança.

E pensar que isso não passou de palavras. Palavras, sonhos, desejos. Corta-me o coração pensar que algo tão intenso o quanto isso parecia ser, acabe desta maneira tão grotesca. Tão melancólica. Absurda - parece até que ainda possa existir uma vírgula, mas por enquanto, ainda há um ponto. O do final. O que não te deixa dúvidas, nem vestígios de nada, apesar das especulações já terem sido feitas. Mas sempre dizem que a esperança é a última que morre - e enganam-se. O último que morre é o desejo - a esperança só contribui para que ele sobreviva. Quando este morre, é sinal de que aquela já acabou faz tempo.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Bola de Neve.

Eu ando meio distraída ultimamente, mais que o normal. Tenho parado e olhado pra lua, pro céu, pro pôr-do-sol frequentemente. Meus devaneios têm sido constantes.. E eu não sei definir tudo que pareço sentir no momento. É como se fosse uma bola de neve, construída com todos esses sentimentos. Os maiores e mais pesados, parecem ser a saudade e o medo. Saudade de pessoas que não vi, de momentos que não passei, de lugares que não fui, de tempos que não vivi. E medo.. O mais severo e destruidor de todos - o que aguarda o inesperado. O das palavras. Medo de palavras que possam destruir outros sentimentos que residem no fundo de algum lugar dentro de mim - e que espera o momento certo para desinibir-se, o que pode levar muito tempo; diferentemente do fato de destrui-lo: em questão de segundos, tudo aquilo se desmorona - e a bola de neve derrete-se, restando apenas água. Águas de amores passados, de saudades esquecidas, de sentimentos inundados.
Para um dia, talvez, voltarem a formar uma nova bola de neve.
Para mim, para você. Para qualquer outro alguém.
Uma simples e pesada bola de neve.
 

© 2009Dead Souls | by TNB