quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Epithet

You weren’t in love with me - you were in love with my sadness, my loneliness, my suffering.

And so was I.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Ao mais ilustre e repugnante escritor do mundo – Parte III

E aqui estamos nós, mais uma vez, conectados por um simples e brilhante gesto – o mais brilhante de todos, a meu ver – a escrita. O futuro, quem diria, nos trouxe tantas surpresas, não? Mas essas das mais indesejáveis do que nunca! Palavras e mais palavras e nada parece ser dito, nada parece ser verbalizado, apesar de ser. Mas ser eu também sou, tu também és. Falo da essência, onde esconde-se a tua, meu caro? Em algum esgoto suburbano, eu suporia. Falo da ausência de inspiração que tanto lhe persegues e que acabas, no entanto, refletindo-se em mim, meu caro. Não a falta de inspiração – o ódio. A aversão, o desprezo. Repugnância. Reconhece? Pois nessas palavras reconheço-te e te encontro em qualquer lugar – desde o mais fétido beco escuro no meio de uma longa caminhada à noite pelos arredores da cidade em busca de meu lar, pensando no que lhe dizer, até o mais simples e pequeno papel rasurado, sendo atirado na lata de lixo logo atrás de mim ao errar meus dizeres e a raiva apossar-se de meus membros, e involuntariamente amassar tudo com uma rapidez grotesca.

Falo de ti, meu caro. Do futuro. Do papel amassado. Do beco mais fétido que encontro em meus caminhos. Da surpresa indesejável – tu. E nada mais.

Sad eyes

I feel that you're alone. And I can't do anything about it but stare at you and share my loneliness with you, quietly, looking right into your eyes while you're doing all your stuff until you look at me and, by then, I'll quickly turn my head to the left and pretend I wasn't looking at you.

[And oh, your eyes! They always look so sad although you try to hide it with a beautiful and wide smile. I can’t help but wonder: what hides behind all these high laughter and silent, beautiful eyes?]

But I was. And you have no idea why. I care about you and when I stare at you I'm just expecting you to tell me something, even though I know you won't. And I won't either - I won't ask you anything because I feel I'm always bothering people, and with you wouldn't be different, even though you are.

domingo, 14 de agosto de 2011

Alone

I’m walking into chaos and loving it. I’m breathing as much despair as I can but it never seems to be enough; then I just sit down and watch all the world crumble down at my feet while I feel sorry for every single one of you. Oh no, wait; I’ve got no time for this. So I just stare at you and laugh inside, what else will you try to do to make things alright? They’re already ruined. This is chaos. Come on, sit down and enjoy it.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Aversão

Extremos. Oito ou oitenta, diria. Fogo ou água. Rápido ou lento. Corda ou faca. Essa era ela. Sentia-se sempre do lado de fora da linha imaginária onde agrupavam as pessoas “comuns”. Nada era bom, nada a satisfazia. Em algum lugar dentro de seu fundo coração rochoso, existia um calor que ela negava a todos como forma de proteção. Mas não proteção a eles. Proteção a ela – ela não queria sentir nada. Egocêntrica. Ela não queria sentir frio, calor, angústia, dor, ódio, amor. Ela recusava-se se expor como um recipiente preenchido de sentimentos e ressentimentos, como qualquer outro ser humano. Ela simplesmente recusava-se – então, escondia-se atrás de palavras e gestos que não condiziam com o que seu coração sentia, mas ela teimava. Teimava não porque achava que era o correto, mas porque achava que era o mais fácil. E o mais fácil é sempre o mais atraente. Somos carne, osso e coração. E a nossa fraqueza está em acharmos no mais atraente a melhor saída. A melhor escolha. O melhor escape.

Mas essa é ela. E essa sou eu, expondo o que mais temos em comum. Ela me causa repulsa. A imagem no espelho me causa repulsa. E causamos repulsa uma à outra porque não sabemos lidar com o que somos ou com o que nos tornamos – mas é sempre o caminho mais fácil, não tentar entender. Não querer entender. Deixar como está. Então, você, fique onde está, e me deixe. A aversão não vai mudar. De ambos os lados - dentro ou fora do espelho.

Stay

I’m afraid. I’m afraid because things now are out of my hands – actually, they have ever been. I’m afraid because there are some things that I do not know. But there’s one thing I do know and that I’m sure: I want to hold your hand and say that we’re gonna make it. I want to look into your eyes and see myself almost in tears just because I’d be there looking at you, seeing that we’re one step ahead already.

But you see, I can’t. I can’t say anything. I just cannot say anything because some things just refuse to pass through my mouth – actually, they refuse to get out of my heart. And I want to cry so badly just thinking of you repeating those three words – “I am going”. Where are you going? Where are you now, but here inside? I’m afraid. I’m afraid of the answers I do not have. I’m afraid of the lack of inspiration I’d have to get through if you go away – so please, don’t.

But I won’t say it twice. To be honest, I’ve lost the count how many times I’ve said it, but I will not say it anymore - because I’m afraid. Why? Because there are people out there saying those things to you (you know, don’t make a fool of yourself), and I’m afraid that I’m going to lose this fight – this fight between myself and I. I’m afraid to be the one ending up as the weakest – but more than I’m afraid of losing I to myself, I’m afraid of losing you to the time. So please, don’t. Don’t go away.

 

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