terça-feira, 27 de setembro de 2011

One

I am the whisper you listen to at night. I am the noise disturbing your sleep and making you anxious. I am the sleepless nights when you can’t bear the feeling of despair in your mind. I am the loneliness you refuse to share. I am the shadows you’re in for half your life so far. I am all the crappy, dirty thoughts annoying you and everyone around you. I am the silence creeping in every time you want to scream. I am the light you refuse to see. I am the darkness inside of your heart keeping you cold and shallow, disposable. I am the fear. I am the disgust. I am you.
And we are one.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Excerpts from the never-ending sorrow

"Their voices will echo in my mind for eternity. All those fights, curses, and rare compliments but not non-existent, of course. They’ve became even rarer these last years, but it doesn’t make any difference, at all. My thoughts and my mind wouldn’t be changed by one or two words coming from them. I was born with this in my blood, this kind of curse, I don’t know, even though sometimes I think this is a bless some people have the bad luck to be given. I’m one of them. And I unfortunately know some people who are just like me, “blessed” (or cursed) with this damn fucking gift.

But it’s alright, it ends tonight. No more worries about it. No more worries about the future. No more worries about anything.

Once I said I’d paint the future black, and today is the day.

Have a good night and life, all of you who’re reading this.

Good luck."

And she's gone.

domingo, 18 de setembro de 2011

Salvation

Watch me fall asleep. Watch me fall asleep forever.
It won't take too long, you need patience though.
Patience to watch the blood pour out of my eyes and fall into the ground, crawling to you and begging you to set me free.
Your patience is taken, but also is your love. Love for the death, for the dead, for me.
Do you love me enough for this?
Do you love me enough to be able to watch me fall apart into the ground?
Do you hate me enough to set me free?

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Ausência

E o que mais eu poderia pedir? Nada é o suficiente. Eu quero. Fique. Venha. Não pare. Está perto. Mais perto. Continue. Mas você parou. Aquela longa e sombria caminhada agora tornou-se neblina em meus pensamentos, e me pergunto: cadê você?

sábado, 3 de setembro de 2011

Querido Céu

Houve um tempo em que o céu costumava ser azulado, estrelado e admirável. Eu costumava chamá-lo de imensidão azul, finita aos meus olhos, como um quadro pintado retratando um belo dia comum, com um céu limpo e aves a voar, criando borrões no céu como um pingo de tinta caindo no papel. Eu achava que isso era a felicidade desde então, o nada, o tudo, juntos, ao mesmo tempo. Ser capaz de ver esse belo quadro vívido diante de meus olhos, acima do horizonte, acima de mim. “Como não ser engolida por ele?”, pensava.

Mas chegou o dia em que eu pensei “por que não ser engolida por ele?”. Parece um lugar tão aconchegante, confortável, tranquilo. Mas deixara de ser azul, desde então. Transformara-se em um mar de estrelas apagadas que doaram sua luz para o olhar de quem ainda as admira. Tornara-se uma imensidão vazia e incolor, inodora e insípida, como um gole de água – indiferente. Deixara de ser um quadro lúcido e vívido para ser uma fotografia mal revelada, borrada e sem cores, sem aves, sem brilho. E desde então me pergunto, todos os dias, quando abro os olhos: “por que não me engoliu, essa noite?“

Foi quando resolvi escrever-lhe uma carta. Entreguei-a à primeira coruja que habitava aquela imensa árvore em frente à minha casa, todas as noites, e disse-lhe que era de um assunto urgente e que não poderia haver demora para chegar nas mãos do meu tão querido destinatário. Ela entendeu o recado, e em troca, ganhei minha noite quando deitei-me na cama, e não mais acordei.

Mas você deve estar se perguntando: o que havia na carta?
Olhe para cima e se pergunte. Há cores, brilho, aves e aquele curioso gosto de coisa boa em sua boca? Se sim, você nunca saberá.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Veemência

Suas palavras são como cálices de vinho para mim – me esquentam, mas ao mesmo tempo, deixam-me embriagada com um torpor suave, fazendo-me iludir e deixar ser iludida. É algo belo de ser visto, mas terrivelmente agradável de ser sentido – mas de que adianta dizer, não é mesmo? Você é quem faz-me sentir, e não quem o sente.

Aqui vai uma confissão: todas as noites eu apanho suas cartas de dentro do lugar mais fundo de meu guarda-roupa (digo que estão enterradas), e releio-as uma a uma. E conforme sigo suas palavras com meus olhos, as lágrimas anseiam cair sobre os papeis, e deixam mais uma mancha em cada um – porque agora parece que elas, as cartas, as colecionam. Manchas de lágrimas, do tempo, de ódio, raiva, dor e ardor. São cartas manchadas e que continuo a manchá-las cada vez mais com meus olhos, e com meu coração. E então enxugo o que resta de mim com a manga de sua blusa favorita que permanece comigo, e que de sua, passou-se para mim. Minha favorita.

E para completar minha melancólica rotina, aconchego-me cada vez mais dentro de mim – e de ti, em suas cartas e sua blusa –, e com as lágrimas ainda a cair, digo um adeus como um sussurro de quem não quer ir embora, e em um deslize do ponteiro do relógio ao lado esquerdo da cama, cochilo. E suas cartas permanecem ali, não mais enterradas dentro do guarda-roupa, mas em mim.

 

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